PDT deverá expulsar seis deputados que votaram a favor do impeachment
Partido já havia alertado para a possibilidade de expulsão de quem votasse em prol do impeachment
Foto: TV Câmara
Cumprindo a promessa de expulsar quem votasse a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a comissão nacional do PDT se reuniu na manhã desta segunda-feira para dar início ao processo de desfiliação dos seis deputados que contrariaram a decisão partidária. Quatro deles perderão o comando da legenda em seus Estados.
Em nota, o PDT lembra que a decisão foi confirmada três vezes: em dezembro, em janeiro e na sexta-feira anterior à votação. Apesar disso, Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM) decidiram votar a favor do impeachment de Dilma, ajudando a aprovar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO).
O caso dos seis parlamentares será julgado no Conselho de Ética do partido, “garantindo amplo direito de defesa”. O conselho proferirá um parecer que será votado na reunião do diretório nacional do PDT em 30 de maio. Caso confirmada a expulsão, a legenda perderá um terço de sua bancada federal. Cairá de 19 para 13 deputados.
Heringer, Vidigal, Abrahão e George Morais, marido da deputada Flávia, serão destituídos da presidência do partido em seus Estados. Para os três últimos, a decisão é ainda mais dura porque, sem partido, não poderão concorrer nas eleições municipais de outubro – os três são pré-candidatos em suas cidades e o prazo para filiação acabou em 2 de abril.
Cherini disse que quer continuar no partido. Sustentou que a votação do impeachment "não é ideológica". Por isso não caberia um fechamento de questão. Além disso, explicou que, em pesquisa interna, constatou que 85% da sua base eleitoral é a favor do impeachment.
O pedetista disse também que, mesmo se expulso, não perderá o mandato, conforme entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
*Valor Econômico
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