Entre dois tempos
2018 e 2019 estavam ali se mostrando na praia deserta. Os raios de sol saiam, passavam pelo mar e vinham me acariciar. No meio desses dois anos eu caminhava através da ponte que os unia.
Era uma ponte de transição entre o ontem e o amanhã, era o dia 31.12.18. De pés descalços na areia do mar, com olhos fechados e os sentidos alertas, me deixava embalar. As angústias tentava apaziguar. Construía ali os aprendizados de um ano, difíceis em alguns momentos e cheios de graça e encantamento em outros.
Um ano que me remeteu a lugares não imaginados, mas de cabeça erguida deixava-me absorver pelas experiências lançadas. Nesses momentos pude tecer o entendimento da construção desse ano.
Agora me embalava na magia de mergulhar num novo ano com um comandante conhecido e que me passava segurança, mas sabia que não cabia a mim decidir tudo, existia um guia maior que me enviava algumas coisas de improviso as quais precisava me adaptar. Novos desafios viriam me visitar, mas, mesmo assim, sentia-me protegida, deveria ser a dimensão do seu amor a me alcançar...
Em breves minutos passei a limpo o ano que tive e me coloquei inteira na frente do novo ano. A expectativa era fazer o melhor que pudesse com o que tinha, precisava equilibrar o cuidar de mim e do outro, e me deixar levar...
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